BRSEC21 é um projeto independente de esclarecimento sobre a história do Brasil, o seu presente e a tolerância persistente com o errado. Seu objetivo é oferecer subsídios para a reflexão, porque precisamos decidir quais legados ainda devem marcar o nosso futuro. Já Manoel Bomfim denunciava, em sua época, problemas semelhantes. Esta página não precisa de likes. Precisa de pessoas dispostas a se informar, refletir e formar opinião com base em fatos.

O projeto é totalmente independente. O único compromisso dele é com a virtude como caminho para a Ordem e o Progresso que merecemos como filhas e filhos desta terra tão extraordinária.
Ter nascido no Brasil significa também assumir responsabilidade por essa preciosidade da natureza. Significa conhecer a nossa história e assumir responsabilidade individual para construir a união capaz de decidir sobre o nosso futuro e escrever uma nova história de sucesso duradouro. Sem essa forte responsabilidade individual, continuaremos a ser, ao mesmo tempo, vítimas e coautores de um destino cruel para a maioria. Um país tão rico em possibilidades só poderá transformar seu potencial em força econômica e social se construir uma ordem baseada em responsabilidade, conhecimento, justiça e compromisso com o bem comum.

Enquanto a maioria dos brasileiros trabalha honestamente e faz sua parte para construir um Brasil mais forte, uma minoria entrincheirada nos três Poderes da República age segundo uma lógica oportunista que ajuda a manter o país em atraso, empurra empresários para a corrupção, arrasta brasileiros para o crime e entrega serviços públicos muito abaixo da qualidade que a população tem o direito de receber.
Hoje, o crime organizado se espalhou por todo o território nacional. Suas raízes remontam ao período em que os três Poderes endividaram o Estado para sustentar a farsa do “milagre econômico” no final da década de 1960, empurrando milhares de brasileiros para a pobreza extrema nas décadas de 1970 e 1980. Enquanto isso, as elites ligadas a esses Poderes se blindavam, aprovando leis para aumentar os próprios salários, privilégios e benefícios. Crime organizado e crime legalizado. Vejam onde chegamos na atualidade!
Foi por isso que escolhi o Romeu Zema como candidato e o NOVO como partido. Estudei ambos com atenção, avaliei suas propostas, seus princípios e sua coerência, e fiz a minha escolha de forma consciente. Por isso mesmo eu recomendo o Zema para liderar as reformas que colocarão o Brasil no caminho da Ordem e do Progresso que merecemos.
Adalberto Vasconcelos de Araújo
O autor deste blog é um brasileiro do Nordeste, retirante na Alemanha. Deixou sua terra e o Brasil em 1983, em meio à hiperinflação, à seca e ao sofrimento agravado pelos efeitos da atuação das elites entrincheiradas nos três Poderes. Na Alemanha, graduou-se em Administração de Empresa com especialização em Informática Aplicada aos Negócios, Gestão da Infra-Estrutura de Transportes e Marketing Management, pela Universidade de Würzburg, na Baviera, e regressou ao Brasil em 1992 para iniciar sua carreira no seu país de origem. No Brasil, confrontado com as mesmas causas que o haviam expulsado do país em 1983, viu-se obrigado a partir mais uma vez e novamente escolheu a Alemanha para seu retiro. É onde ele vive com sua família até a atualidade.
Vamos finalmente colocar em movimento as engrenagens da mudança
Este espaço nasce da convicção de que não é possível compreender o Brasil de hoje e reformá-lo sem encarar, com honestidade, o seu passado. Ao longo da nossa história, construíram-se estruturas, hábitos e contradições que ainda moldam a realidade atual – muitas vezes ignorando a promessa de ordem e progresso. Mudanças profundas raramente partem daqueles que se beneficiam dessa ordem. Cabe a nós tomar consciência disso: compreender o que fomos, reconhecer o que somos e assumir o papel que nos cabe na construção do que podemos nos tornar. Porque um país com a riqueza e a beleza do Brasil já possui tudo o que precisa – falta apenas colocarmos em movimento as engrenagens da mudança.
Brasileiro, retirante nordestino na Alemanha desde 1983. É certificado em Jornalismo pelo Instituto Universal Brasileiro (1980) e diplomado em Administração de Empresas pela Universidade de Würzburg, na Baviera, Alemanha (1992).
Por também possuir nacionalidade alemã (2005), entende que sua responsabilidade é dobrada. Jamais concordará que Alemanha e Brasil se relacionem de forma negativa ou exploratória, em detrimento da qualidade de vida de seus habitantes, nem que qualquer relação entre os dois países se construa sobre desconhecimento histórico, interesses desiguais ou falta de respeito mútuo. A defesa de uma democracia de qualidade – voltada ao serviço do povo e à geração de prosperidade – tem sido uma de suas atividades honoríficas. Foi nesse contexto que, durante as eleições presidenciais brasileiras de 2022, buscou proteger a legitimidade da democracia brasileira em um programa de TV alemão que, a seu ver, atuava de forma tendenciosa ao tentar enfraquecer o presidente democraticamente eleito e candidato à reeleição.
Conhecedor e permanente estudioso da história dos dois países, considera parte de sua missão contribuir para que brasileiros e alemães compreendam melhor suas respectivas trajetórias. Apenas uma relação baseada na verdade histórica, na responsabilidade e no respeito mútuo entre os povos pode ser realmente justa, madura e construtiva.
A história é de suma importância para o presente e para o futuro – não apenas do Brasil e da Alemanha, mas de qualquer país que deseje compreender seus erros, corrigir seus caminhos e construir uma ordem mais justa. A parceria entre Brasil e Alemanha só faz sentido quando orientada por um propósito maior: promover a prosperidade justa dos dois povos.
Adalberto foi juiz leigo no Tribunal de Justiça de Offenbach, no estado de Hessen, por quatro anos, e vice-líder do grupo de imigração e diversidade do SPD, partido alemão de governo, por quase dez anos. Deixou o partido por discordar de sua extrema proximidade com Lula e com uma política que, em sua avaliação, contribui para o enfraquecimento do Brasil.
Atuou profissionalmente no Brasil, onde liderou o primeiro projeto de implementação de um sistema ERP brasileiro na Mannesmann Demag, em Vespasiano/MG, e integrou o grupo dos primeiros 14 colaboradores da SAP Brasil, em São Paulo/SP.
Na SAP Brasil, liderou equipes de implementação e de quality assurance em projetos SAP para empresas como Camargo Corrêa, Embraer, Nuclebrás, Coca-Cola Brasil, Monsanto Brasil, Holcim e Varig, entre outras. Também atuou como coordenador de desenvolvimento de mercados nos segmentos de Aerospace, Defense, Engineering e Construction.
De volta à Alemanha, foi contratado pela GE Capital ITS/Alemanha, onde liderou a conversão das moedas locais para o euro nos sistemas SAP da matriz e de suas subsidiárias europeias. Também trabalhou no desenvolvimento de mercados de Tecnologia da Informação para empresas como SAP Brasil e SAP Alemanha, com atuação na Suíça, Alemanha e Áustria.
Ao longo dos últimos vinte anos, atuou de forma ininterrupta na Alemanha como professor contratado em diversas universidades alemãs de ciências aplicadas. Lecionou em programas acadêmicos de MBA, Master of Science, Bachelor e no antigo Diplom, graduação anterior à reforma do ensino superior alemão. Ministrou disciplinas como Marketing de Serviços, Marketing Management, Marketing Strategies, Vendas, Liderança, Requirements Engineering, Informática dos Negócios, Banco de Dados e Lei de Privacidade de Dados.
Por quase dez anos, manteve em Frankfurt um instituto de consultoria em desenvolvimento pessoal e certificação em Business Development e Liderança.
Atualmente, encontra-se semiaposentado e aguarda a aposentadoria oficial ao final de 2026. No entanto, afastar-se completamente de uma vida ativa não é uma opção. Nesta nova fase, pretende continuar conectado a pessoas, negócios e política, com foco em contribuir para a melhoria da vida das pessoas em seus dois países, por meio de uma democracia mais centrada no cidadão.
Nesse contexto, desenvolve na Alemanha um projeto voltado ao fortalecimento da democracia, à ampliação da soberania popular e à proteção eficiente dos consumidores no mercado interno alemão. Para essa finalidade, está registrado como lobista no Bundestag, o Parlamento Federal, em Berlim – registro no Bundestag, no Parlamento Federal em Berlim. No Brasil, dedica-se à conscientização em favor da superação da cultura da corrupção, dos maus serviços públicos e de tudo aquilo que produz pobreza e perpetua a incompetência na gestão dos recursos nacionais.
É testemunha do sofrimento imposto à maioria dos brasileiros pela incompetência e pelos erros cometidos pelos três Poderes nas décadas de 1970 e 1980, bem como do encadeamento de graves consequências geradas por esses péssimos resultados – consequências que atingiram de forma profundamente destrutiva a vida de milhões de pessoas.
Também foi testemunha de uma política de segregação do Nordeste que, iniciada em 1889, permaneceu em vigor até os anos 1990. Vivenciou, na prática, os efeitos dessa política tanto no Brasil quanto na Alemanha, ao longo das décadas de 1980 e 1990 e também nos primeiros anos do novo milênio.
Viu também como setores da Igreja Católica local exploravam a pobreza e a miséria para expandir patrimônio, influência e controle social. Alimentavam, de forma irresponsável, a fé em milagres que sabiam não existir, mantendo os fiéis presos à dependência, à submissão e ao seguimento religioso mesmo com continuado sofrimento. Quando ofereciam alguma ajuda, ela muitas vezes vinha travestida de apoio ao desenvolvimento humano, mas na prática assumia a forma de empréstimo, perpetuando a vulnerabilidade daqueles que já tinham tão pouco.
Naquele contexto, como milhões de brasileiros, também acreditou nas promessas de Lula, que pela televisão fazia muitos acreditarem na possibilidade de um Brasil melhor. Parecia que, com alguém como ele – vindo da pobreza do sertão nordestino, marcado pela discriminação por ser pobre e nordestino, e que ainda assim havia conquistado espaço na política -, o país finalmente poderia conhecer dias melhores.
BASTA DE MENTIRAS – BASTA DE PROMESSAS FALSAS – BASTA DE CORRUPÇÃO, BASTA DE MAUS-TRATOS AO NOSSO POVO RESILIENTE E TRABALHADOR – ABAIXO O ENFRAQUECIMENTO DOS BRASILEIROS

Fui forçado a deixar o Brasil na década de 1980, diante das condições adversas geradas pelos resultados da atuação dos três poderes e de suas elites apoiadoras – circunstâncias que também atingiram profundamente minha família.
Como milhares de outros jovens, eu trabalhava durante o dia e estudava à noite. Tive a sorte de poder viver assim – muitos não tiveram. Muitos enfrentaram a dureza da lavoura. Quantas crianças e famílias foram empurradas para o corte de cana, para o garimpo de Serra Pelada, para o crime ou para a prostituição? Não duvido que parte das raízes do crime organizado no Brasil tenha se formado nesse período de sofrimento extremo.
É muito duro ver pais e mães lutando para garantir o mínimo necessário à sobrevivência de seus entes queridos, depois de terem perdido quase tudo em razão das graves consequências de uma atuação irresponsável das elites dos três Poderes do Estado – justamente aquele que deveria assegurar o bem-estar de seus cidadãos. É igualmente doloroso ver colegas de escola perderem seus pais para o suicídio, como consequência do fracasso econômico. E talvez o mais difícil seja testemunhar tudo isso – o sofrimento ao redor – e sentir-se impotente, sem conseguir fazer nada para transformar essa realidade.
Movido pelas mesmas razões que hoje fazem 67% dos jovens brasileiros entre 16 e 35 anos sonharem em deixar o país em busca de uma vida melhor, também fui embora no início da década de 1980. Mudaram-se as aparências, mas os problemas institucionais continuam.

A esperança de muitos brasileiros tornou-se ao longo das décadas passadas quase messiânica, semelhante à dos cristãos que aguardam a chegada de Jesus para salvá-los. O problema é que, enquanto se espera pela salvação, a vida concreta continua impondo sofrimentos e consequências duríssimas a milhões. E é nesse ponto que emerge uma contradição inquietante: alguns parecem receber mais “graças” do que outros, perpetuando-se nos poderes da República, cooperando em negºócios lucrativos com seus entes querisos, enquanto a maioria dos filhos de Deus amarga as consequências de decisões e práticas que não controla, mas cujos efeitos é obrigada a suportar. Enquanto se esperar mais pela intervenção divina do que pela ação humana, o Brasil continuará cercado pelas bênçãos de sempre e condenado às consequências de sempre.
Nosso povo e nossa cultura possuem uma beleza singular; somos filhos de uma terra extraordinária. Mas há aí um paradoxo: essa abundância natural, aliada à fé de que Deus, em algum momento, porá tudo em ordem, parece favorecer uma certa complacência diante do que está errado – como se a grandiosidade do país e a força da fé fossem capazes de suavizar a dureza de suas contradições.
Pergunto-me como é possível que brasileiras e brasileiros ocupem os mais altos cargos do Estado e, ainda assim, se mostrem tão indiferentes às consequências de suas decisões. Ao longo de décadas, suas ações têm dificultado mais a vida da população do que contribuído para melhorá-la. Gerações inteiras foram marcadas por esses efeitos. Muitos dos brasileiros que hoje vivem na pobreza ou mesmo na criminalidade – inclusive organizada – carregam as consequências acumuladas de decisões tomadas nas décadas de 60, 70 e 80.
Que exemplos foram dados a essas gerações? E o que estamos aprendendo, hoje, com o comportamento de grande parte daqueles que ocupam posições de poder?
Poder viver fora do Brasil é, ao mesmo tempo, uma bênção e um castigo. A bênção de ter oportunidades e segurança; o castigo de não poder viver plenamente no país que amamos. Não é uma escolha que me agrada – é uma imposição da realidade.


