
É a excelência de uma capacidade, o estado de caráter que se encontra no equilíbrio. É uma disposição adquirida através do hábito e da prática, que leva à realização da atividade específica do ser humano, o agir racional.
A virtude está relacionada ao bem-estar das pessoas porque é por meio dela que o ser humano alcança uma vida boa, equilibrada e plenamente realizada, ou seja, uma verdadeira Ordem e Progresso.
A virtude não é um estado natural do ser humano, mas uma capacidade que se desenvolve através da prática e da escolha consciente. Quando um corregedor de justiça afirma que “onde está o homem, está a tentação“, sem exigir virtude ou vigilância ética em seguida, ele pode estar praticando esse realismo cínico, ou seja: ele reconhece que há falhas humanas, mas não exige que sejam evitadas ou punidas com rigor. No fundo, é um discurso que naturaliza o vício e desvaloriza a virtude – justamente o oposto do que se espera de quem deve corrigir desvios na Justiça.
Esse tipo de noção das coisas sérias enfraquece nosso senso de justiça e nossa ordem. Somos seres inteligentes e não brutos, seres que sucubem às tentações malígnas para com outros brasileiros e o Brasil.
“No saudável e forte senso de justiça de cada indivíduo, o Estado possui a fonte mais fértil de sua própria força, a garantia mais segura de sua própria existência, tanto interna quanto externamente.” Fonte: Rudolf von Jhering em seu livro “Der kampf um’s Recht”, pág. 71, 1894.
A definição de virtude remonta ao período entre 340 e 322 a.C., ou seja, a aproximadamente 2.350 anos.
